Se você apresenta cinco desses sintomas, uma boa notícia: existe tratamento e remédio!

Todas as pessoas ficam tristes, choram e ficam irritadas. Isso é normal.
Mas quando esses sintomas vão além de 15 dias de forma associada com a falta de prazer, é possível que seja depressão.
- Então... será que posso estar com depressão? – você pode estar se perguntando.
Isso é possível, se o seu caso reúne pelo menos cinco destes sintomas:
a) Fatores emocionais:
1. Tristeza;
2. Ansiedade;
3. Angústia;
4. Irritabilidade;
5. Anedonia (falta de alegria e prazer na presença de pessoas queridas, no trabalho, no sexo, etc.);
6. Ideação suicida (pensamentos que levariam ao suicídio);
7. Falta de esperança;
8. Sentimento de culpa.
b) Fatores físicos:
9. Dor de cabeça constante;
10. Problemas gástricos;
11. Alteração do paladar e peso;
12. Fadiga crônica;
13. Dor no peito.
c) Fatores cognitivos:
14. Dificuldade de manter atenção em algo;
15. Perda de memória;
16. Baixo rendimento no trabalho;
17. Lentidão no desempenho psicomotor.
Por definição, a depressão é desencadeada pela alteração dos níveis de hormônios como serotonina e noradrenalina - que estão associados com a motivação, alegria, prazer e conexões cerebrais. Hoje, os estudos apontam a participação de outros hormônios como corticotrofina, cortisol, estrogênio, progesterona e tiroxina (T4, produzido pela tireoide).
Mas o que poderia causar o desequilíbrio hormonal que levaria à depressão?
Os motivos são vários e compreendem:
Herança genética;
Ambiente;
Episódios de forte estresse;
Problemas no próprio sistema endócrino – responsável pela produção dos hormônios.
As causas genéticas, em especial, podem ser desencadeadas por fatores como isolamento, falta de atividade física, uso de drogas, bebidas alcóolicas e tratamentos com determinados remédios.
Entre os motivos ligados ao ambiente, temos hoje um claro exemplo, que é a pandemia: em 2020, a venda de antidepressivos e estabilizadores de humor no Brasil aumentou 17%, conforme dados do Conselho Federal de Farmácias.
Considerando as causas geradas pelo sistema endócrino, é importante observar que a obesidade e o diabetes também podem gerar depressão se as células do cérebro apresentarem resistência à insulina.
Por essas e outras razões, o diagnóstico de depressão precisa sempre considerar os hormônios para estabelecer possíveis causas e, assim, possibilitar o tratamento adequado.
Tratamento
Uma vez que tem origem no sistema endócrino, a depressão pode ser curada por meio do tratamento dos níveis hormonais.
Assim, uma pessoa pode recuperar a disposição e o humor se, por exemplo, as funções de sua tireoide forem restabelecidas. Da mesma maneira, o bem estar pode retornar após a correção da resistência insulínica ou por meio de tratamentos individuais dos níveis de prolactina, cortisol ou serotonina, que é o hormônio do prazer.

Mitos e Verdades
1. A depressão pós-parto tem causa hormonal

Verdade – Nos primeiros 15 dias após o parto, a mulher pode apresentar episódios de tristeza, ansiedade e privação de sono. Essa condição é normal neste período em que prevalece a insegurança com relação aos cuidados com o bebê. Se, porém, esta tristeza prosseguir, fica configurado o quadro de depressão pós-parto, por conta de desequilíbrio nos níveis de estrógeno e progesterona.
2. Homens têm mais depressão do que as mulheres.

Mito – A depressão nas mulheres chega a ser três vezes maior. O hormônio feminino estrógeno é o que mais está envolvido com a doença.
3. Depressão pode estar associada com obesidade.

Verdade – A obesidade pode também causar inflamações que alteram a conexão cerebral, desregulando a serotonina, a insulina a noradrenalina – o que pode levar à depressão.

Perguntas do público
1 – Porque pessoas com depressão comem muito e outras comem pouco? Os remédios interferem nisso?
Existem diferentes padrões de depressão. Um é mais voltado para tristeza e outro para irritabilidade e ansiedade. No primeiro caso, a pessoa sequer tem vontade de comer e ocorre um aumento do hormônio leptina, que controla o apetite. No segundo caso, as pessoas ficam mais irritadas, ansiosas e compulsivas e, por isso, podem passar a comer demais. É verdade que alguns remédios podem aumentar o apetite. Mas hoje, na endocrinologia, temos medicamentos que não mexem no sistema nervoso central e ajudam a emagrecer.
2 – Tomo remédio para tratar uma depressão leve. Será que terei de tomar o medicamento a vida toda?
Muitas pessoas com depressão acham que vão conseguir superar a doença sem qualquer tratamento. Mas, tal como o coração e o pulmão, o cérebro também pode precisar de medicamentos, tal como nos quadros de depressão. Nesse caso, uma eventual interrupção do tratamento aumentará muito a possibilidade de recidiva da doença, com possível perda de cognição e afetividade. Em geral, as células cerebrais precisam de um tratamento de 6 meses a 2 anos para se recuperarem.
3 – Tenho 60 anos e sofro de depressão. Estou tomando remédio há 3 semanas. Também tenho problemas na tireoide. Será que o medicamento está certo? A depressão pode ter relação com a tireoide?
Sim, a depressão pode estar relacionada com a tireoide. Contudo, a doença não surge nos pacientes que já estiverem tomando o remédio na dose correta para o tratamento da glândula.
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